1) televisor,
2) Antena UHF
2) conversor digital (set-top box) e
3) meio de conexão com a emissora.
O coração da interatividade é o software Ginga (middleware
para TV digital adotado pelo SBTVD – ver “Ginga”)
desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio
de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da
Paraíba (UFPB), que precisa estar instalado no conversor
digital ou no televisor. Surgem várias opções, mas uma
interessante é o PVR (Personal video Recorder – ex:
videocassete) que permite gravar um programa enquanto
assiste a outro. Uma boa aplicação para ele seria usá-lo
em esportes. Se a emissora transmite um jogo de futebol, e
usa o recurso da multi-programação, posso utilizá-lo para
gravar os gols, enquanto assisto ao jogo normalmente;
depois edito de acordo com o resultado.
5 – Como vou usar o meu acervo?
Esse é um ponto importante na escolha do televisor,
porque vai dizer se posso ver as fotos da minha câmara
digital, um DVD especial etc. São as conexões de vídeo no
item 4 do formulário.
6 – E para o áudio? Quais os cuidados?
O áudio sempre foi um complicador para a TV, mas em
algumas situações ele é mais importante do que o vídeo. Um
exemplo dessa situação seria para as pessoas que seguem
novelas normalmente. Se em algum capítulo intermediário o
vídeo sumir da tela, mas o áudio continuar, o
telespectador vai entender normalmente o conteúdo, mas o
inverso não se aplica.
No caso da TV digital tem um complicador para as
pessoas que já possuem sistemas de Home Theaters
instalados; os formatos de áudio são incompatíveis para o
som Surround, ou 5.1 – para estéreo eles são compatíveis.
Mas a nossa indústria já resolveu o problema com um
conversor. Verifiquem as conexões de áudio do formulário
citado no item 4 acima.
7 – Algumas perguntas mais freqüentes:
7.1 – O que é exatamente alta definição? (1280×720 pixels?
1366×768? 1920×1080?)
Alta definição verdadeira é a Full HD. É a máxima
resolução oferecida pela TV digital aberta. A imagem é
formada por 1920 pixels na maior dimensão da tela
(Horizontal) e 1080 pixels na menor dimensão (Vertical).
Nos textos costumam aparecer 1920 pixels horizontais e
1080 linhas na direção vertical; multiplicando os dois
números obtemos o número total de pixels da tela, ou seja,
1920 x 1080 = 2.073.000 pixels. A representação
simplificada da Full HD é 1920 x 1080. Qualquer valor
diferente desses não é Full HD; pode ser TV digital, mas a
definição será inferior a de 1920 x 1080.
7.2 – A alta definição tem alguma relação com o
tamanho do televisor?
Não, mas para ver uma imagem em Full HD o televisor
deve ter, no mínimo, 42 polegadas de diagonal –
aproximadamente 1.06m.
7.3 – Quais aspectos são importantes em um
televisor para captar imagens em alta definição?
Para receber imagem em alta definição basta ser 1920 x
1080, mas os outros recursos (áudio, interatividade etc)
estão descritos na folha de cadastro que compõe o texto.
8 – Quais são as diferenças básicas entre os
formatos 4:3 e 16:9?
Esses números representam a relação entre largura e
altura da tela. Os televisores Full HD são todos 16:9 e os
de tubo (que funcionam hoje com a TV analógica) são todos
4:3, mas há estudos para fabricar televisores de tubo Full
HD. O formato 16:9 é chamado de tela de cinema ou
Widescreen.
9 – O Ginga poderá ser instalado em qualquer
tipo de conversor?
Isso vai depender do tipo/modelo do
televisor/conversor. O formulário que compõe o texto deixa
isso muito claro e o futuro comprador deve ter muito
cuidado na hora da compra para não decidir errado.
10 – Quais são as principais possibilidades de
interatividade?
Existem vários tipos de interatividade, mas a mais
completa é aquela que permite ao telespectador interagir
com o programa na hora que ele está sendo exibido; um bom
exemplo é poder comprar um produto que aparece na cena
usando o controle remoto. Essa facilidade vai ser
implementada paulatinamente pelas redes de TV, porque os
investimentos são altos.
11 – Quais são as diferenças básicas entre os
aparelhos de Plasma e LCD?
Em termos de qualidade subjetiva (feita sem
instrumentos) as tecnologias são equivalentes. O mercado
internacional está vendendo mais LCD do que Plasma. A
principal desvantagem do Plasma é que ele pode “marcar a
tela” com alguma parte da imagem muito tempo parada no
mesmo lugar – quase todos monitores dos caixas dos bancos
apresentam essa deficiência. No LCD a desvantagem chama-se
“Pixels mortos” (Death pixels) que faz uma linha (ou parte
dela) ficar com uma cor constante. Uma solução é, na hora
da compra, colocar a mesma imagem nos dois tipos e
escolher a que melhor agrade ao comprador.